É o desprendimento precoce de parte ou de toda a
placenta que se encontra em posição normal na cavidade uterina. A separação
ocorre na área da decídua basal após 20 semanas de gestação e antes do parto.
ETIOLOGIA
Aproximadamente 1/3 dos bebês nascidos de mulheres
com DPP morrem. Mais de 50% dessas mortes resultam do nascimento prematuro ou
hipóxia.
A causa do DPP é desconhecida. Porém, as mulheres com
hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes, toxemia gravídica ou doença
reumatóide, que sofrem traumas e que fazem uso de cocaína tem uma maior
probabilidade de ter um DPP.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
A separação pode ser parcial ou total. O sangramento
pode ser externo ( pela vagina ) ou ficar
retido ( hemorragia
retroplacentária ) ou ocorrer as duas situações simultaneamente.
Os sintomas dependem do grau de descolamento da
placenta e da quantidade de perda sanguínea. Em geral temos:
- Sangramento vaginal ( 70% a 80% ), algia abdominal
contínua e à palpação.
- Sensibilidade uterina e contração.
Obs.: A gestante pode não apresentar esses sintomas e
estar com DPP silencioso.
O sangramento pode resultar em hipovolemia materna (
choque, oligúria, anúria ).
O sangramento miometrial extensivo danifica a
musculatura uterina. O sangue acumula-se entre a placenta deslocada e a parede
uterina, provocando o útero de couvelaire. O útero apresenta-se avermelhado,
arroxeado, equimosado e sem contratilidade.
DIAGNÓSTICO
Geralmente é confirmado através da ultra-sonografia.
Se houver história de traumatismo pode ser necessário laparotomia.
CLASSIFICAÇÃO
O DPP é dividido em 3 graus. Essa divisão é feita
segundo a gravidade.
§Grau I ou leve:
Apresenta sangramento vaginal, com sensibilidade uterina e leve tetania. Mas
não há sofrimento fetal. Aproximadamente 10% a 20% da área superficial está
descolada.
§Grau II ou
moderado: Apresenta sangramento vaginal, sensibilidade uterina e tetania. Há
sofrimento fetal e a gestante entra em choque. Aproximadamente
20% a %0% da área de superfície da placenta esta descolada.
§Grau III ou
grave: A tetania uterina é intensa. A gestante está em choque e o feto está
morto. Acima de 50% da área de superfície da placenta está descolada.
TRATAMENTO
§Repouso ao leito, exceto quando o sangramento é
potencialmente letal, quando o feto apresenta sofrimento ou quando a gestação
está próxima do termo;
§Monitorização da freqüência cardíaca
fetal;
§Transfusão sanguínea e reposição do
volume de líquido;
§Antibióticos ( pela susceptibilidade a
infecções causada pela perda sanguínea );
§Uso de corticosteróide para acelerar a
maturidade pulmonar fetal;
§Reposição de sangue e do volume de
líquido;
§Parto cesáreo (quando o sangramento
persiste ou piora );
§
Apoio emocional.
Fonte:1. Lowdermilk, Deitra Leonarde; Perry Shannon E.;
Bobok, Irene M. O Cuidado em Enfermagem Materna. 5ª Ed., Porto Alegre –
Art-Med Editora, 2002 2.
GATTORNO, Escola de Formação Técnica Profissional Rosa. Manual Curricular para
Formação do Técnico em Enfermagem, Módulo II, 2ª Ed., 261-268, 2005
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