O pessário vaginal pode ser indicado nas situações em que a
circlagem não é possível tecnicamente, por exemplo quando o colo está com
dilatação avançada ou em gestações gemelares de risco para insuficiência cervical
ou com alterações de colo uterino.
Ainda não há um consenso sobre a sua eficácia, mas há um estudo
multicentrico mundial em andamento, centralizado no Reino Unido, do uso do pressário
em mulheres de risco de parto pré-termo com colo uterino medindo menos de 25 mm entre 20 e 24 semanas.
Não há disponível no Brasil, exceto talvez em projetos de pesquisa.
Dr. Marcelo Nomura
Será que o uso profilático de um diafragma cervical é uma
ferramenta eficaz na prevenção de parto prematuro e morbidade neonatal e
mortalidade decorrentes da prematuridade em gravidezes múltiplas
ou colo curto?
Ainda não sabemos.
Recentemente
tivemos um caso na Europa onde a gestante relatou que no parto anterior o colo
do útero foi amputado, o que impediu a realização da circlagem em sua atual
gestação. A paciente foi preparada para fazer a cirurgia, mas no início
dela, ao ver as condições do colo, sua médica disse não ser possível realizá-la
por não ter tecido suficiente. Ela já estava com 18 semanas de gestação.
Medida
adotada: Sua ginecologista colocou o anel elástico (pessário vaginal) quando a
paciente completou 23 semanas de gestação e prescreveu progesterona e repouso. Atualmente a paciente está hospitalizada em repouso absoluto. Assim que o parto for realizado, poderemos concluir qual a eficácia do pessário vaginal neste caso isolado.
Erivane Moreno
Veja abaixo as imagens:
1. Cérvix externa com o Anel já inserido 2. Como o anel age no colo do útero
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