A Escola Paulista de
Medicina ou Hospital São Paulo é um hospital público que
presta gratuitamente assistência para os casos em que o tratamento médico é de
maior complexidade e/ou exige internação hospitalar.
Desta forma, a Escola Paulista de Medicina de São Paulo (EPMSP) tem atendido
muitos casos de gestantes portadoras de Insuficiência Istmo Cervical (IIC).
A conceituada Professora Livre Docente Dra. Rosiane
Mattar atende na EPMSP e possui também seu consultório particular próximo ao
hospital.
Em uma entrevista ela me disse que pessoas de diversas
localidades do Brasil vêem a EPMSP para fazer a circlagem, que normalmente é
realizada por ela e um residente, sempre utilizando a técnica de McDonald
adaptada (circlagem dupla). São mulheres de diversas localidades do Brasil que
a procuram para o diagnóstico, que se confirmado, após engravidar estas
gestantes vêem a São Paulo para realizar a circlagem com ela na ESPM.
A literatura diz que a IIC atinge em média 1% da população.
No entanto, segundo estatísticas da EPMSP a insuficiência istmo cervical atinge
cerca de 2% a 3% da população.
Eu particularmente creio que este número é ainda maior,
porque temos hoje mais de 700 membros na comunidade Cerclagem e nunca ví relato de
nenhum caso onde uma mulher tenha procurado o Hospital São Paulo para realizar
a circlagem ou tentar descobrir a causa das suas perdas gestacionais
anteriores.
Além de termos mulheres que moram em São Paulo e desconhecem
este fato, temos ainda as que moram em outros Estados e
que não tem como se deslocarem para a capital paulistana. Isto sem falar no
fato das mulheres que já sofreram abortos espontâneos tardios ou partos
prematuros devido a insuficiência istmocervical e não sabem que é esta a causa.
As mulheres portadoras de IIC com as quais tenho contato,
na sua maioria vão a consultórios particulares onde, ou são atendidas através
de um plano de saúde ou pagam uma consulta particular, e sendo assim,
infelizmente não temos como mensurar o índice de mulheres em nosso país que tem
a insuficiência istmocervical.
Certo é que com certeza este índice deve ser muito maior. Talvez não tão
alarmante como outras doenças gestacionais, mas que merece mais atenção e
preparo dos ginecologistas para entenderem as causas e diagnosticarem a doença
a fim de evitar o aborto tardio.
Enquanto isto não acontece, muitas mulheres se vêem a mercê
de médicos despreparados que sem nenhuma explicação, ao invés de realizar a
circlagem na tentativa de salvar o bebê, às levam a indução do parto normal.
Por este motivo acredito que a IIC deve ser amplamente
divulgada porque existe o desconhecimento desta anomalia uterina entre os
próprios profissionais da área da saúde.
Eu indico com toda a segurança e confiabilidade a EPMSP
para as mulheres que já sofreram abortos espontâneos tardios, tendo ou não sido
diagnosticado a IIC.
Uma vez lá, se você puder ser acompanhadas pela Dra.
Rosiane Mattar será ainda melhor, pois ela é hoje uma das maiores
especialistas em IIC no Brasil e com certeza vocês estarão em ótimas mãos,
colocando-se é claro, sempre nas mãos de Deus em primeiro lugar.
Consultório Dra. Rosiane Mattar
Rua Diogo de Faria, 55 conj. 101
Vila Clementino - SP-SP
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